sábado, 7 de maio de 2011

"Te amo do tamanho do céu"






Sou mãe e sou parcial
Porque sei que as tuas escolhas terão as minhas influências
Sou mãe e sou sensível
Porque o amor que sinto por ti transpõe minha razão
Sou mãe e tenho coragem
Porque me desafias a conquistar qualquer coisa pra vê-lo feliz
Sou mãe e sou mulher
Porque só com a tua chegada conheci meu instinto maternal
Sou mãe e sou aprendiz
Porque varro o mundo pra entendê-lo melhor
Sou mãe e tenho fé
Porque apelo ao universo pra que conspire ao teu favor quando estamos distantes
Sou mãe e sou cúmplice
Porque nos conhecemos diariamente, desde o momento em que te desperto (chamando pelo apelido que te dei) até o beijo de boa noite
Sou mãe e sou fera
Porque não admito falta de cuidado com as tuas necessidades
Sou mãe e tenho simplicidade
Porque não preciso de mais nada além do teu olho brilhando e o do teu sono tranquilo
Sou mãe e sou filha
Porque tua presença me ensina a importância da estrutura familiar
Sou mãe e tenho disposição
Porque a tua vitalidade é o exercício pra lembrar que dependes de mim
Sou mãe e sou ansiosa
Porque quero vê-lo um homem que respeita a sí e aos que estão à volta
Sou mãe e tenho dúvidas
Porque quando te ensino, compartilho aquilo que entendo ser o melhor pra ti
Sou mãe e sou criança
Porque me encanto cada vez que me contas as tuas descobertas
Sou mãe e sou irmã
Porque ainda me falta vivência pra ser tudo o que merece que eu seja
Sou mãe e me transformei
Porque me ensinastes a amar incondicionalmente
Sou mãe e sou sincera
Porque me deu um sentido real pra lidar com o que a vida oferece

Sou mãe e tenho razão pra acordar
-"Mamãe, te amo do tamanho do céu"
- E a mãe te ama do tamanho do mar

sábado, 19 de março de 2011

O que é meu...

Nem ouse levar meus céticos pensamentos!
Minha simplicidade encontra-se nas imagens do Kieslowski
Não confunda minha facilidade em dizer sim!
Minhas conquistas chegaram por meio da minha receptividade
Aproveite ao máximo minhas emoções desenfreadas!
Minha razão é intrínseca, é minha chancela
Ria comigo aquele riso bobo!
Minha bagagem é pesada e a carrego de forma muito séria
Muita cautela ao falar demais!
Minha memória é seletiva
Não inicie comigo um embate por vaidade!
Minha natureza é brigar apenas pelo essencial
Jamais me julgue pelas minhas ações!
Apenas escute quando estiver falando ao meu respeito, sou movida pelas minhas verdades
Compartilhe tuas vivências com naturalidade, sem drama!
Meu senso crítico não poupa nem a mim mesma
Não se assuste com a minha exposição!
A introspecção é minha arte diária
Esteja comigo quando eu precisar!
A impulsividade é algo que ainda não consigo controlar
Mantenha as coisas dentro da normalidade!
Minha imaginação é fértil demais
Não me cobre o que não foi dito!
Distribuo meu amor através dos meus olhos

domingo, 17 de outubro de 2010

Em busca de...


Certa vez, um andarilho, distanciou-se da vida real e tratou de percorrer um longo caminho à procura daquilo que lhe faltava. Poderia ser tanta coisa: um abraço que ainda não tinha recebido, uma lágrima que não teria derramado, aquela palavra que teria se calado, um grito preso, um sorriso perdido ou um amor desconstruído. Mas o que? Como começar? Quem será o guardião daquilo que realmente lhe importa?
Sua visão estava turva. Estava cansado de mais uma empreitada. Reagia apenas por impulso, usando as armas que adquirira com o tempo. Eram sempre as mesmas. Não contava mais com a memória da sua alma, pois ela havia se distanciado há algum tempo e não lembrava mais como era reconhecer um minuto daquilo que era verdadeiro.
Em meio à multidão em que ele se encontrava, deslumbrado com tantas possibilidades, não percebia, mas estava sendo observado. À medida que tentava se desvencilhar de tudo e de todos para correr atrás das suas respostas, confundia-se ainda mais com todos à sua volta. Por um reflexo involuntário, percebera que algo o enxergara, mas vencido por suas vaidades acabou se distraindo com as sensações que aquele contexto o proporcionara.
Aos olhos do observador, sua imagem foi se distanciando, como uma lente desfocando a imagem, ele foi sumindo. Certamente continuará sendo o foco. Outros olhos o seguirão. Tão certo quanto sua caminhada. Tão longo quanto o tempo do seu percurso. Tão só quanto os que lhe acompanham.

domingo, 3 de outubro de 2010

Eu,no primeiro turno


Fui votar. Exercer meu direito e meu dever como cidadã. Aliás, fiz isso com muito prazer. Dia de eleição é um dia importante para mim, para o contexto de vida que creio e, enfim, a idéia desse texto não é de cunho político; não que eu não goste de falar das minhas convicções políticas... pelo contrário, acho que religião e política se discutem sim, e como!

A idéia que me faz estar aqui nesse instante, foi eu ter ido votar numa escola aonde cursei parte do meu primeiro grau, atual ensino fundamental. Essa escola fica próxima à casa dos meus pais, no bairro em que cresci, fiz amigos, encontrei primeiro amor, festinhas e tudo que uma menina com uma vida tranquila e feliz faz. Até porque, não tinha problemas de ordem existencial e sério. Se eu considerava que tinha... até já esqueci...

Caminhei naquelas ruas, ainda muito parecidas com o que tinha guardado na memória e, a cada esquina, casa, prédio, árvore, lembrava alguém ou algum fato. À medida que o turbilhão de lembranças me levava longe, meus pensamentos eram intercalados com doses de realidade, comparações e projeções para os meninos e meninas que hoje naquele bairro vivem.

Foi curioso. Quanto mais me aproximava da escola, mais eu era bombardeada por lembranças. Fui entrando e meus olhos famintos por detalhes, adivinhavam o lugar de cada árvore, cada desnível no chão, banquinhos improvisados com resto de concreto, o pátio, o corredor que nos levava até às salas. Algumas coisas ainda estavam lá. Podia sentir minha presença naquele lugar. Uma guria leve, discreta, curiosa e feliz com o seleto grupo de amigos que tinha.

Por fim, meio zonza, talvez, distraída por tantos pensamentos, fiz o que precisava e fui saindo. Maravilhada com o que estava sentindo. Fui em direção ao tal banquinho improvisado, aonde eu costumava sentar e esperar meus colegas e companheiros daquela época. Acendi meu cigarro e fiquei dando continuidade à minha imaginação. Olhando aquele trânsito de pessoas que estavam aquém daquilo que eu estava vivendo; a construção daquela linha cronológica que eu fazia enquanto fumava. Sim, sou a extensão daquela guria que vivia lá. Fui afirmando e desenvolvendo o que ela pensava; suprindo suas necessidades; descobrindo suas dúvidas; acalentando seus anseios. O que mudou? Consigo me adaptar melhor. Essa é a conclusão. Conclusão cheia de significados pra nós duas (e somente pra nós duas), afinal, lá se vão vinte anos.

Levantei e fui me despedindo de tudo aquilo. Da mesma forma que me despedi quando acabara o primeiro grau. Triste por deixar uma etapa bacana da minha vida, sabendo que algumas convivências com o tempo perderiam-se, porém, repleta de sonhos e com muita vontade de viver mais ciclos que me dariam de presente pessoas, histórias, aprendizado. Dever cumprido. Minha essência permanece. Minha eleição se deu em primeiro turno, há anos atrás. É... e assim venho me reelegendo.

domingo, 25 de julho de 2010

TROPA DE ELITE 2!!!

Previsto pra agosto. Quero ver no cinema!!!



Relebrando o primeiro filme, vai uma das cenas que mais me marcaram. Apesar de ser uma cena violenta, acho que faz cair algumas fichas com relação ao tráfico de drogas. "É você que financia essa merda aqui..."


quarta-feira, 14 de julho de 2010

RECORTE desenhos em MDF


Hoje fui comprar uns insumos para minha atividade econômica nova (outra hora eu conto) e almoçar no Mercado Público e vi uma exposição bem bacana, artigos antigos, gravuras e o trabalho de um dos expositores me chamou a atenção: de Edegar Rissi.

Ele recria cenários, personagens em quadros (grandes) em MDF. Infelizmente, sou leiga em artesanato, mas a impressão que dá é que parecem peças feitas à entalhe, com relevo e um acabamento impecável, rico em detalhes. Um espetáculo!
Essa foto, é uma das peças em exposição (a que cravei os olhos quando estava passando) e, realmente, muito bacana. Vale dar uma passada lá no Mercado, admirar e, se o dindim estiver sobrando, levar uma peça pra casa.
Segue o link do cara. Apreciem... sem moderação...

http://lueed.fotos.uol.com.br/recorte

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Leonardo Boff... gosto muito desse cara

"nós somos inteiros, mas não somos prontos..."
Em homenagem ao meu retorno a facul (ueba!!!), já estou aquecendo o cérebro... Aí vai uma boa dica: Leonardo Boff, doutor em teologia e filosofia, nascido em Santa Catarina. Escritor com mais de 70 obras que abordam temas (muito coerentes, diga-se de passagem) como fé e política.

Vale a pena assistir um pouquinho!

domingo, 11 de julho de 2010

Tarantino = sétima arte


Ontem consegui assistir Bastardos Inglórios e, mais uma vez, Tarantino dá um show. Com a velha chancela dos seus filmes que une vingança, humor, sangue, diálogos sensacionais, trilha sonora bacana... é sempre um prazer ver seus filmes!

Uma inteligente versão para uma parte da segunda guerra, carregado de crítica contra tudo e todos e, como sempre, deixa a bola quicando pra reflexão de que não existem heróis. Nem para os americanos que tem a mania de se acharem xerifes do mundo, nem para os nazistas com as suas idéias doentias (aliás, muito bem explanado na primeira parte do filme pelo personagem coronel Landa - o caçador de judeus (Christoph Waltz), que faz a analogia entre a aversão a ratos e não a esquilos... (tem que ver o filme, não adianta).

O roteiro quase me causou apnéia! O Brad Pitt (tenente Aldo), muito canalha, humor negro já inicia o filme dando uma noção de quem ele é. E o tal Christoph Waltz, que interpreta o coronel Landa, um detetive da SS, conhecido como caçador de judeus, simplesmente, arrasa! O cara tem um carisma e mesmo sendo um fdp de primeira, faz a gente tirar o chapéu em cada cena que ele interpreta.

Se tem algum atrasado, assim como eu, que ainda não viu o filme... vale a pena. Tem suspense, ação, interpretação, sangue, música boa, lutinha... ah, enfim, Tarantino é mestre, nem precisa comentar.


domingo, 4 de julho de 2010

1 minuto de silêncio...

"All I ever wanted
All I ever needed
Is here in my arms
Words are very unnecessary
They can only do harm... enjoy the silence"

sábado, 3 de julho de 2010

Vem cá meu bem
Hoje, resolvemos nos falar
Viu! continuo terna, doce. Com meu velho humor áspero... de sempre
Parabéns aos nossos pais, que nos criaram tão educados!
A flexão de um "oi" torna-se algo tão casual
Algo sem mistérios, tão simples como uma avalanhe que desencadeia de um ruído
Gelada
Assustadora
Grandiosa
Por mais que deixemos os por menores prá lá
Eles perturbam
Questionam esse vácuo que ficou pra trás
Que vida vivestes?
Quem são os personagens que estão prestes a cruzar meu caminho?
Isso não nos cabe mais
Estou fazendo um espetáculo
Participe dele
Ou assista, atentamente, minha atuação.